quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

É assim. Foi assim e sê-lo-á sempre.

Há sempre uma qualquer coisa na algibeira.

Umas vezes nós. Outras, amarras.

Outras somos nós. Apenas. Com ou sem penas.

Memórias de montanha. Poesia. Pensamentos. Amigos. Pó. Tempo...

Vou muito devagar.

Num tempo que se quer fast, em absoluto, aprecio a lentidão.

Da paisagem. Dos acontecimentos. Das pessoas. Do prórpio tempo.

Só de pensar na palavra L E N T I D Ã O sinto o começo de uma nova contagem. Perco em tempo. Ganho em intensidade. Ganho tempos outros.

1 comentário:

R.Gonk disse...

A vida humana situa-se na agitação da poeira
Exactamente como um insecto no meio de uma bacia

O dia todo avança girando girando
Não sai do meio da bacia

Os imortais não podem ter
Preocupações planos sem fim

Anos meses são como água que corre:
De repente está-se velho


Han-Shan por Ana Hatherly, 2003