domingo, 31 de agosto de 2008

Faço minhas estas palavras...


















há uma semana foi assim...

deambulações entre o documentário e a ficção. pontas soltas. o cruzamento permanente de histórias pouco lineares. montanha. rio. interior. uma música pouco comum nestas andanças. as procissões. os afectos. vidas. a equipa de rodagem que entra no filme. a história das vidas. reais? ou nem por isso...

a ver.

neste final de Agosto. também querido.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Fugacidades ou Fuga às Cidades #2 (o possível)

Qualquer coisa que ainda faltava para completar o trecho imagético...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008































ontem foi assim.
pontos de passagem. momentos de paragem entre as estações ferroviárias da Covilhã e Guarda.
um desafio paisagístico a não perder. a solo. em família. com amigos.
uma hora e um quarto de lentidão relativa... e qualquer coisa de imenso.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008



Sigur Rós - Góðan Daginn

em tempos de descanso...
sabe sempre bem entrar noutros universos.
sabe sempre bem deixar que outros universos entrem também e passem a fazer parte.
talvez seja esta a medida do tempo. e do crescimento.
talvez seja esta a magia de viver. e saborear cada dia como o mais precioso dos presentes.
deixo aqui este apontamento inspirador com o voto permanente de um bom dia.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

















Excertos de uma passagem ou efeitos de permanência
[Via da Prata_ Caminho de Santiago_ Ourense a Santiago de Compostela]
Um presente para aqueles que alguma vez caminharam a meu lado. E sabem quem são.

OS AMIGOS

Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura

Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis

Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor

José Tolentino de Mendonça, in De Igual Para Igual