para aqueles que foram e vieram. para os que ainda não foram, mas estão a pensar em ir. para aqueles que estão. e para os que não poderão estar.
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça