
um miminho que chegou por correio há algum tempo e sabe muito bem nesta época do ano...chá quente para quebrar os frios. os de fora e os outros. obrigada M.
estou sentada e algo vai acontecendo a cada instante. sentada fico e aprecio esta lentidão veloz que me acompanha.
a luz trémula e pouco segura do outono, por vezes interrompida pela nuvem que passa...a noite que chega mais cedo e o tempo que urge.
o reflexo de todos os movimentos da rua na minha parede, no meu corpo. e esse tempo que urge.
o cabelo que cai porque é outono e os cabelos brancos que nascem porque é outono. ou porque me vou transformando lentamente. em outono.e o tempo que urge.
aqui. agora sentada na minha cadeira.
as decisões profundas e os projectos mais sérios são do frio e da montanha. do tempo que tem outros compassos. do tempo que tem tempos outros. hoje é um dia de desafio. é um dia para aprender sobre o tempo, sobre a urgência, sobre o amor.
é um dia para lembrar a humildade perante a vida. querer aprender com isso. e sorrir. porque tenho tido tempo...
ontem foi assim. melhor...ontem acabou assim e foi deste modo que o hoje teve início.
aqui fica mais um apontamento, bem modesto é certo, dos Sigur Rós, desta vez num concerto em Lisboa (Campo Pequeno).
o registo nem sempre foi este, calmo e intimista, as minhas favoritas ficaram por cantar à espera de uma próxima vez (...) o espaço não foi o melhor, mas valeu muito a pena...
para combater a «crise» ou pelo menos lidar com ela, nada como fazer uma pausa que traga uns minutos de verdadeira inspiração e encher-me do ar que preciso para prosseguir viagem... com tudo aquilo que faz parte do quotidiano (com relativa frequência cheio de coisinhas sem interesse e obstáculos burocráticos...).
aproveitemos.