terça-feira, 15 de dezembro de 2009
da inteireza
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
quando os sonhos podem ser reais...
uma paragem. um alerta. mudar qualquer coisa. começa em mim. sempre.
não espero muito de decisões políticas, que são acima de tudo burocráticas. económicas.
o exercício individual não muda mundos, mas oleia os motores...
as formas de estar não se decretam: trabalham-se, educam-se. experimentam-se as mudanças.
quem quer faz. quem não quer larga e espera que outros façam. quem quer faz. com decretos ou sem eles.
quem quer faz. pelo menos olhou-se para o assunto.
esperemos... façamos...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
tenho andado por aqui nos últimos tempos.

no meio de paragens, as permitidas, vou passando por aqui.
muito, mas muito devagar. para que possa ir saboreando.
se há livros que valem a pena ser degustados, este é definitivamente um deles.
não sei exactamente como tropecei neste lugar de inquietações. de abertura. de busca intensa. de silêncios. de ruídos. de imagens, por vezes, em espelho... de esperança. ainda bem.
bastam-me os diálogos permitidos.
ser do mundo sem lhe pertencer. que sensação maravilhosa. ponto.
sábado, 3 de outubro de 2009
o fim que se avizinha.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
ouvir. música. sempre. por perto.

Cosmolodias é um projecto de fusão de música e design que nasceu da pertinência destas questões e que tem no seu discurso uma resposta, mesmo que soe improvável. O desenho pensado como música, a música incutida como desenho no intuito de obter uma música-gráfica coerente, ética e uníssona. (...) A leitura/audição de Cosmolodias vive separadamente mas não se propõe, potencialmente, a ser sentida de forma isolada."
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
il ritorno
regressada de um ano árduo. regressada das férias. regressada de regressar.
regressos aparentemente graduais. sentidos em alta velociadade. com violência.
o ritmo alucinante que o corpo ainda não consegue acompanhar. um cansaço extremo.
já lá vai um mês de trabalho. novas aventuras. novos desafios.
respiro fundo. acordo cedo. vivo consciente. estou onde tenho de estar. respiro de novo.
de bem com a vida permaneço sempre em casa. em casa não há saudade.
inspiro. expiro. procuro a lentidão. aquela que me devolve. (À)VIDA.
sabe bem parar. pelo menos abrandar.
o blogue esteve nas brandas. não sei por onde seguirá.
é uma praça engraçada. se bem que, nunca achei particular piada ao esvaziamento citadino de um domingo à tarde...em que se espreita da janela, sem coragem para sair, tomar um café e dizer viva...
sábado, 1 de agosto de 2009
desafio de férias. a não perder de vista
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça
quinta-feira, 2 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
porque hoje é o primeiro dia de junho...






pelo menos assim anuncia a capa, de «DANÇA QUANDO CHEGARES AO FIM» com texto de Richard Zimler e ilustrações de Bernardo Carvalho, da Caminho. gosto de leituras e livros. gosto de ilustração. cada vez mais, da infantil. esta minha tendência é acompanhada pelo surgimento de um maior número de propostas interessantes, inovadoras e alternativas. (que bom.)
no dia de hoje achei por bem partilhar esta novidade: para os que são crianças. para os que têm crianças. para aqueles que já foram crianças, algures num tempo fugido. com frases curtas e imagens limpas.
domingo, 31 de maio de 2009
no coração. maciço central. à procura Da Mestra (Nave)

paragem. respiração. cadência.
terça-feira, 28 de abril de 2009
e já agora. pelo dia da terra. com atraso. contribuição caseira.


era uma vez, uma vez.
era uma vez muitas vezes, em que acreditar vale a pena. não com pretensão. pelo menos aquela, talvez adolescente, de quem leva tudo na frente e derruba as barreiras de uma só vez.
quero ficar com a melhor parte. aquela que vê possibilidades, onde pode reconhecer-se o desencanto. um acreditar profundo que a mudança real começa em mim. esse terá sido um grande feito.
uma consciência plena que a cada momento faço opções que têm necessariamente consequências: agora ou mais tarde. sou um sujeito político por natureza. uma estratega da vida. a querer ser simples.
há muito que ando para reflectir isto por estas bandas...
alguma coisa se começa a fazer, infelizmente pela imposição. há dias li num supermercado que houve uma redução tremenda no consumo de sacos…estamos a ir muito bem! pena é que tenha de ser imposto um preço para que a transformação aconteça. podia ser pior: podia pensar-se que os sacos, afinal, nem são assim tão caros...
e como estas há muitas. vamos entrando numa onda em que os RRRR fazem cada vez mais sentido. ainda bem. no entanto, é tão bom saber que não se vai atrás de modas ou imposições, mas algo acontece assim simplesmente porque não podia ser de outra maneira!
deixo como ilustração parte da família ecover, muito conhecida e convocada cá por casa. um limão cortado ao meio, usado até à exaustão: tempero, chá, desinfectante… e a certificação biológica. faltou aqui o vinagre, do qual tenho usado e abusado.
este universo é algo que me interessa muitíssimo. alguns segredos do tempo das nossas avós são extremamente interessantes e fáceis. se alguém souber «truques» faça o favor… e já agora receitas alternativas, curiosidades agrícolas, ervas aromáticas, chá… é bom saber que há companhia pelas preocupações.
por hoje. chega.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
ainda a propósito da primavera. de livros. de terra (porque não?)




pareceu-me muito bonita, mesmo poética, esta imagem da primavera como o tempo a crescer.
trata-se de uma colecção composta de mais três livros /estações. creio que vou comprar um livro por estação, se não conseguir aguentar todos estes dias, fá-lo-ei espaçadamente para que não me esqueça de passar, necessariamente, pelo ao sítio onde cheira a papel antigo, memória (alguma dela talvez colectiva) e verdadeiras preciosidades…que perdição. encontrei uns quantos livros, sobretudo infantis dos quais me lembrava muito vagamente. há muitos, muitos anos.
já agora para os amigos da Física…uns caderninhos pequenos escritos pelo Rómulo de Carvalho, com explicações das várias áreas temáticas.
terça-feira, 14 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
boas vindas. boas idas. boas permanências.
há tempos assim.
para chegar ao outro lado, em vez da linha recta, uso a aproximação circular e dou uma volta muito maior.
vejo tudo aquilo que não veria de outra forma.
ainda que seja uma maratona com vinte e duas horas e nelas se incluam uns momentos de descanso, vale a pena.
depois das correrias, um acolhimento tranquilo e a possibilidade de seguir viagem.
os cabos da máquina ficaram em casa. o carregador de bateria também. o merecido descanso. sem vícios. para que permaceça o que importa realmente.
à medida que as fotografias possíveis se vão descarregando, algo se vai avivando, ganhando forma. aquela que deve ter.
terça-feira, 24 de março de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Juan Muñoz

(Imagem: fotografia «oficial» presente na comunicação da exposição)
ainda uma possibilidade. até 24 de fevereiro. a não perder. em serralves.
muitas são as histórias destes senhores. ouvem-se os ruídos sem som organizado. muitas conversas às quais não somos chamados. metáfora? os pés presos ao chão. o mundo preso ao corpo.
foi assim. um fim-de-semana sem máquina, mas com memória(s).
domingo, 18 de janeiro de 2009
BWV 659
foram assim os últimos dias. uma surpresa interessante. daqueles acasos absolutamente incompreensíveis...
era uma vez uma cassete que andava num carro de uma amiga. perdida. e fabulosa. estragou-se pelo desgaste de todas as vezes que serviu de companhia. pelas horas infinitas de acolhimento de sentimentos invernosos. primaveris.
muitos foram os momentos em que deambulei pela fnac à procura. não sabia exactamente o que procurava, é certo. andaria pelo ano de 2002. sábado, numa busca absolutamente desinteressada, apenas movida pela curiosidade, peguei num cd...e o desfecho, o óbvio. nem queria acreditar...
não resisto a deixá-la por aqui (a minha versão é interpretada pelo Pedro Burmester).
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
deixo aqui um excerto de uma música do Pedro Barroso, revisitado no final de ano.
("agora nunca é tarde")
"…e se aquilo que nos dão todos os dias
não for coisa que se cheire
ou nos deslumbre
que pelo menos nunca abdiquemos de pensar
com direito à ironia, ao sonho, ao ser diferente
e será talvez uma forma inteligente
de afinal,
nunca
nunca
nunca ser tarde demais para viver
nunca ser tarde demais para perceber
nunca ser tarde demais para exigir
nunca ser tarde demais para acordar"















