há uns bons meses ouvi um texto simplesmente fabuloso.
atingiu-me. tocou-me com a fúria com que o granizo atinge o vidro em dias de temporal. o vidro não quebrou. ficou o desafio de uma paragem determinada e frequente.
os inícios de ano (civil) são um pontinho de paragem. na verdade, o que acontece depois, é estruturalmente continuidade. as mudanças são pequeninas e com algumas restrições... ainda assim, valem a pena os compromissos. as paragens. as inspirações.
depois de partilhado com alguns amigos oralmente, aqui fica o registo escrito.
"O nosso grande medo não é não termos maturidade para enfrentarmos as tarefas da vida.
O nosso grande medo é o de sermos imensamente ricos.
O que receamos é a nossa luz e não as nossas trevas.
Perguntamo-nos:«Quem sou eu para poder ser luminoso, irresistível, dotado e fantástico?»
E quem és tu para o não seres?
Quando te fazes pequeno não serves o mundo. Não tem nada a ver com a inspiração divina quando te atrofias, para que à tua volta os outros não se sintam inseguros. Quando deixamos a nossa luz interior brilhar, damos inconscientemente aos outros a autorização para fazerem o mesmo.
Ao libertarmo-nos dos nossos medos, permitimos que a nossa simples presença liberte os outros."
Discurso de Nelson Mandela, 1994
