no dia de S.Francisco, deixo aqui um texto a propósito da alegria, no qual tropecei há alguns anos e por onde gosto de ir parando. uma hipótese de compreensão luminosa para as situações de escuridão.
"Mas qual é a verdadeira alegria?
Regresso de Perúsia e venho para cá numa noite escura. Está um tempo de Inverno, lamacento e frio, a tal ponto que nas bordas de minha túnica se formam pingentes de gelo, batendo-me constantemente nas pernas, e das feridas jorra sangue.
E cheio de lama, de frio e de gelo, chego à porta e, depois de ter batido e chamado durante muito tempo, um irmão vem e pergunta: Quem é? Eu respondo: Frei Francisco. E ele diz: Vai-te embora. Não são horas de andar por aí. Agora não entras.
E àquele que insistisse ele responderia novamente: vai-te embora, não passas de um pobre e ignorante; seja como for não entras; somos tantos e tais que até nem precisamos de ti.
E eu estou de novo junto à porta e digo: Por amor de Deus, recebei-me esta noite. E ele responderia: Não. Vai para o asilo dos leprosos e pede lá guarida.
Afirmo-te que se eu tiver paciência
e não ficar abalado,
é nisto que reside a verdadeira alegria
e a verdadeira virtude
e a salvação da alma."
S. Francisco de Assis.
in, Quinze dias com S. Francisco de Assis, Frère Thaddée Matura, Paulus.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
il Signore (ti) ristora
uma música/frase que cruza os meus pensamentos com alguma frequência.
o início do encontro ibérico de Taizé a decorrer no Porto por estes dias.
a memória revisitada. fico com a minha condição de peregrina...
sábado, 1 de agosto de 2009
desafio de férias. a não perder de vista
para aqueles que foram e vieram. para os que ainda não foram, mas estão a pensar em ir. para aqueles que estão. e para os que não poderão estar.
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça
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