Um país meio cheio, meio vazio, meio a trabalhar, meio em ‘modo pausa’, meio triste, meio velho… Mergulhado nas crises e indecisões bolina como quem quer soltar amarras e, no entanto, pensa por cabeça alheia. Não há caminhos, nem receitas pré-cozinhadas e a realidade afigura-se complexa, difícil. Difícil de apreender, viver, resolver, com “soluções” que permitam devolver a paz aparentemente cada vez mais distantes.
Inventem-se as festas. Vivam-se as festas. Finja-se a boa disposição. Faça-se humor. E (não) seremos salvos. Paulatinamente algo vai corroendo, sendo corroído e agita-se o lume brando.
Vamo-nos disfarçando permanentemente de disfarçados e quase nos tornamos individual ou coletivamente nos próprios disfarces.
É necessária coragem. Coragem de pensar, sentir, aceitar e assumir a responsabilidade individual pela vida que é, sem que as restrições exteriores sejam condicionamentos…
«Criamos uma máscara para se encontrar com as máscaras dos outros. E então perguntamo-nos por que não seremos capazes de amar, e por que nos sentimos tão sós.» ESHIN
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