"Desculpem, doutos homens, estetas,
Espíritos poetas, almas delicadas,
A falsidade do meu génio e das minhas palavras.
Que é a erudição que eu canto,
Que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça,
Mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.
Desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores,
Letrados estucadores e serventes poetas;
E poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta em arte genuína, o pescador humilde,
A varina modesta;
E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
[refrão]
Por não fazer o que mais gosto
Eu canto com desgosto, o facto de aqui estar;
E algures sei que alguém mal disposto
Ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem...
E há sempre um que vem e que nos vai valer;
Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
[refrão]
E é a mudar que vos proponho!
Não é um passo medonho em negras utopias;
É tão simples como mudar de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida! "
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
utilidades aos «comandantes» de si.
Cheguei nas «lonas». O cansaço polvilhado de receio e de consciência da dificuldade. A esperança no chão. Um fim-de-semana de lamento de mim para comigo... Com alguma disciplina e uma paragem "disciplinada", surgiu a pergunta óbvia: quem é que realmente "comanda" a minha vida, eu, ou tudo o que me é exterior?
Com a pergunta certa, a resposta vai-se tornando clara. Caminho traçado!
Vivi muitas vidas por estes dias. Na decisão, ou na clarificação do evidente, pude finalmente descansar e "voltar a casa"...
Com a pergunta certa, a resposta vai-se tornando clara. Caminho traçado!
Vivi muitas vidas por estes dias. Na decisão, ou na clarificação do evidente, pude finalmente descansar e "voltar a casa"...
das minhas leituras de verão. das lições do fim-de-semana. muito interessante.
«Ao cozinhar, não olheis as coisas habituais com um olhar habitual, com pensamentos e sentimentos habituais. (…) se preparais um pobre cozido de ervas selvagens, que ele não vos inspire nenhum sentimento de desgosto ou desprezo, e se preparais uma rica sopa cremosa que o vosso coração não pule de alegria. Onde não existe apego, como pode haver hostilidade? Assim, quando vos ocupardes de uma matéria grosseira, não a trateis sem respeito; manifestai para com ela a mesma diligência e atenção que teríeis em presença de um objecto precioso. É importante que o vosso espírito não mude segundo a qualidade do objecto. (…)»
in, TENZO KYÔKUN - Instruções para o cozinheiro Zen. Assírio & Alvim (2010)
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