
paragem. respiração. cadência.








ainda uma possibilidade. até 24 de fevereiro. a não perder. em serralves.
muitas são as histórias destes senhores. ouvem-se os ruídos sem som organizado. muitas conversas às quais não somos chamados. metáfora? os pés presos ao chão. o mundo preso ao corpo.
foi assim. um fim-de-semana sem máquina, mas com memória(s).
foram assim os últimos dias. uma surpresa interessante. daqueles acasos absolutamente incompreensíveis...
era uma vez uma cassete que andava num carro de uma amiga. perdida. e fabulosa. estragou-se pelo desgaste de todas as vezes que serviu de companhia. pelas horas infinitas de acolhimento de sentimentos invernosos. primaveris.
muitos foram os momentos em que deambulei pela fnac à procura. não sabia exactamente o que procurava, é certo. andaria pelo ano de 2002. sábado, numa busca absolutamente desinteressada, apenas movida pela curiosidade, peguei num cd...e o desfecho, o óbvio. nem queria acreditar...
não resisto a deixá-la por aqui (a minha versão é interpretada pelo Pedro Burmester).


estou sentada e algo vai acontecendo a cada instante. sentada fico e aprecio esta lentidão veloz que me acompanha.
a luz trémula e pouco segura do outono, por vezes interrompida pela nuvem que passa...a noite que chega mais cedo e o tempo que urge.
o reflexo de todos os movimentos da rua na minha parede, no meu corpo. e esse tempo que urge.
o cabelo que cai porque é outono e os cabelos brancos que nascem porque é outono. ou porque me vou transformando lentamente. em outono.e o tempo que urge.
aqui. agora sentada na minha cadeira.
as decisões profundas e os projectos mais sérios são do frio e da montanha. do tempo que tem outros compassos. do tempo que tem tempos outros. hoje é um dia de desafio. é um dia para aprender sobre o tempo, sobre a urgência, sobre o amor.
é um dia para lembrar a humildade perante a vida. querer aprender com isso. e sorrir. porque tenho tido tempo...
ontem foi assim. melhor...ontem acabou assim e foi deste modo que o hoje teve início.
aqui fica mais um apontamento, bem modesto é certo, dos Sigur Rós, desta vez num concerto em Lisboa (Campo Pequeno).
o registo nem sempre foi este, calmo e intimista, as minhas favoritas ficaram por cantar à espera de uma próxima vez (...) o espaço não foi o melhor, mas valeu muito a pena...
para combater a «crise» ou pelo menos lidar com ela, nada como fazer uma pausa que traga uns minutos de verdadeira inspiração e encher-me do ar que preciso para prosseguir viagem... com tudo aquilo que faz parte do quotidiano (com relativa frequência cheio de coisinhas sem interesse e obstáculos burocráticos...).
aproveitemos.