
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Cenas caseiras dos últimos tempos I

domingo, 12 de outubro de 2008
há dias assim. e sensações destas!
dias de mudança. de fim. de princípio. de fim-de-semana. de chuva. de outono que se instala. de folhas amarelas. o que não interessa cai...
há histórias assim (também). algumas delas.
compro um livro, de bónus vem um cd sem quasquer indicações e a música é boa. entranhou-se ou foi-se entranhando.
li o livro. ouvi a música vezes sem conta.ilustrando este dia, hoje, é com música.há livros de inverno, ou pelo menos de outono. assim como as pessoas. os sentimentos. as memórias. as ligações.
deixo o apontamento de uma Barcelona revisitada. do vento. das sombras.
quem ainda não leu...aproveite. está na altura certa.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Presépio privado I, II, III, IV




domingo, 31 de agosto de 2008
Faço minhas estas palavras...

há uma semana foi assim...
deambulações entre o documentário e a ficção. pontas soltas. o cruzamento permanente de histórias pouco lineares. montanha. rio. interior. uma música pouco comum nestas andanças. as procissões. os afectos. vidas. a equipa de rodagem que entra no filme. a história das vidas. reais? ou nem por isso...
a ver.
neste final de Agosto. também querido.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sigur Rós - Góðan Daginn
terça-feira, 12 de agosto de 2008
OS AMIGOS
Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor
José Tolentino de Mendonça, in De Igual Para Igual
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Atrás deste assombro há outro assombro – e depois outro assombro ainda.
Uma vida resume-se em duas linhas, sintetiza-se em dois ou três factos. Se a vida fosse só isso não valia a pena vivê-la. A vida é muito maior pelo sonho do que pela realidade. Pelo que suspeitamos do que pelo que conhecemos. Se nos contentamos com a superfície, não há nada mais estúpido – se nos quedamos a contemplá-la faz tonturas. É por isso que eu teimo que a Morte não tem só cinco letras, mas o mais belo, o mais tremendo, o mais profundo dos mistérios. Prepara-te.
Cada vez descubro em mim um subterrâneo mais fundo.
O problema capital da vida é o problema da morte. Ele resolve tudo. Não há factos isolados; não há acontecimento no universo que não gere outro acontecimento. O inconsciente não pode criar o consciente. É impossível dar um passo a que não suceda outro passo. A vida gera a morte – a morte gera vida. Mas que vida?
Sou nada diante do universo. Mas teimo, mas discuto comigo e contigo, ó espanto, mas defronto-me com o enigma, encarniço-me e saio daqui esfarrapado, despedaçado – mas teimo e hei-de vencer-te. Não quero morrer de vez. Não quero perder a consciência do universo nem a sensibilidade do universo. Eu sou o nada, tu és o infinito – hei-de por força vencer-te!
E no entanto sinto-me tocado de hesitação e de dúvida. Do que tenho saudades é desta vida. Ao que eu aspiro é a esta vida. O gesto que o moribundo faz ao arrepanhar o lençol é um gesto de náufrago.
De um lado a matéria, do outro o espírito. De um lado a consciência, debate, luta, do outro a impassibilidade, a fatalidade inexorável. Nenhum grito a perturba. De um lado a vida gasta num segundo, do outro a sucessão ininterrupta dos séculos, indiferente e eterna. Como o acaso é atroz, a não ser que outra coisa nos espere.
Se não nos detivéssemos com palavras, se avançássemos, todos ao mesmo tempo, esquecendo o que é inútil, para esta coisa que nos devora, subjugávamo-la. Conquistávamo-la por uma vez, por maior que ela fosse. Mas nenhum de nós se atreve e passamos a vida a fingir que não existe.
Mas eu sinto-o, eu prevejo-o. Eu sei perfeitamente que toda a discussão é inútil. Vai chegar o momento que entre mim e ela se interpõe o sonho…”
Raul Brandão, in Húmus
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Danças de casa #2
Nem de propósito...E acasos acontecem. (?)
Muito se tem falado de António Pinho Vargas, de composição, de música portuguesa, da internacionalização da mesma, ou apenas da sua impossibilidade...
Enfim. Questões que pouco acrescentam à coerência do trabalho fabuloso deste senhor. Pena foi não ter conseguido ir ao concerto.
À falta de de grandes voos ou de grandes asas, resta o cd SOLO...muito bom.
Danças de casa #1
Depois de alguns tempos. Depois de alguns silêncios. Depois de algumas ideias e emoções difíceis de agarrar. Como permaneço ainda hoje.
Com muitas danças e deambulações pelo caminho. Com dúvidas. Faz parte.
Partilhas e sem elas...Uma banda sonora em permanência. A magia de estar viva e ter permissão para ser. Apenas.
Está tudo cá. Anda tudo por aí. O difícil, por vezes, é mesmo ver. No acto simples de existir.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
há tanto tempo... e continua. intensa.
se há músicas, filmes que posso apelidar de meus...
ontem. depois de uma visita ao convento de S. Francisco, noutra altura uma espécie de segunda casa, se é que as segundas casas são possíveis, remexi a algibeira e cá estava.
com a mesma força de sempre. as mesmas inquietações. a mesma pele.
foi muito bom voltar às conversas pictóricas e ouvir a TT dissertar.
será que atingiu o objectivo?













