domingo, 31 de maio de 2009
no coração. maciço central. à procura Da Mestra (Nave)

paragem. respiração. cadência.
terça-feira, 28 de abril de 2009
e já agora. pelo dia da terra. com atraso. contribuição caseira.


era uma vez, uma vez.
era uma vez muitas vezes, em que acreditar vale a pena. não com pretensão. pelo menos aquela, talvez adolescente, de quem leva tudo na frente e derruba as barreiras de uma só vez.
quero ficar com a melhor parte. aquela que vê possibilidades, onde pode reconhecer-se o desencanto. um acreditar profundo que a mudança real começa em mim. esse terá sido um grande feito.
uma consciência plena que a cada momento faço opções que têm necessariamente consequências: agora ou mais tarde. sou um sujeito político por natureza. uma estratega da vida. a querer ser simples.
há muito que ando para reflectir isto por estas bandas...
alguma coisa se começa a fazer, infelizmente pela imposição. há dias li num supermercado que houve uma redução tremenda no consumo de sacos…estamos a ir muito bem! pena é que tenha de ser imposto um preço para que a transformação aconteça. podia ser pior: podia pensar-se que os sacos, afinal, nem são assim tão caros...
e como estas há muitas. vamos entrando numa onda em que os RRRR fazem cada vez mais sentido. ainda bem. no entanto, é tão bom saber que não se vai atrás de modas ou imposições, mas algo acontece assim simplesmente porque não podia ser de outra maneira!
deixo como ilustração parte da família ecover, muito conhecida e convocada cá por casa. um limão cortado ao meio, usado até à exaustão: tempero, chá, desinfectante… e a certificação biológica. faltou aqui o vinagre, do qual tenho usado e abusado.
este universo é algo que me interessa muitíssimo. alguns segredos do tempo das nossas avós são extremamente interessantes e fáceis. se alguém souber «truques» faça o favor… e já agora receitas alternativas, curiosidades agrícolas, ervas aromáticas, chá… é bom saber que há companhia pelas preocupações.
por hoje. chega.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
ainda a propósito da primavera. de livros. de terra (porque não?)




pareceu-me muito bonita, mesmo poética, esta imagem da primavera como o tempo a crescer.
trata-se de uma colecção composta de mais três livros /estações. creio que vou comprar um livro por estação, se não conseguir aguentar todos estes dias, fá-lo-ei espaçadamente para que não me esqueça de passar, necessariamente, pelo ao sítio onde cheira a papel antigo, memória (alguma dela talvez colectiva) e verdadeiras preciosidades…que perdição. encontrei uns quantos livros, sobretudo infantis dos quais me lembrava muito vagamente. há muitos, muitos anos.
já agora para os amigos da Física…uns caderninhos pequenos escritos pelo Rómulo de Carvalho, com explicações das várias áreas temáticas.
terça-feira, 14 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
boas vindas. boas idas. boas permanências.
há tempos assim.
para chegar ao outro lado, em vez da linha recta, uso a aproximação circular e dou uma volta muito maior.
vejo tudo aquilo que não veria de outra forma.
ainda que seja uma maratona com vinte e duas horas e nelas se incluam uns momentos de descanso, vale a pena.
depois das correrias, um acolhimento tranquilo e a possibilidade de seguir viagem.
os cabos da máquina ficaram em casa. o carregador de bateria também. o merecido descanso. sem vícios. para que permaceça o que importa realmente.
à medida que as fotografias possíveis se vão descarregando, algo se vai avivando, ganhando forma. aquela que deve ter.
terça-feira, 24 de março de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Juan Muñoz

(Imagem: fotografia «oficial» presente na comunicação da exposição)
ainda uma possibilidade. até 24 de fevereiro. a não perder. em serralves.
muitas são as histórias destes senhores. ouvem-se os ruídos sem som organizado. muitas conversas às quais não somos chamados. metáfora? os pés presos ao chão. o mundo preso ao corpo.
foi assim. um fim-de-semana sem máquina, mas com memória(s).
domingo, 18 de janeiro de 2009
BWV 659
foram assim os últimos dias. uma surpresa interessante. daqueles acasos absolutamente incompreensíveis...
era uma vez uma cassete que andava num carro de uma amiga. perdida. e fabulosa. estragou-se pelo desgaste de todas as vezes que serviu de companhia. pelas horas infinitas de acolhimento de sentimentos invernosos. primaveris.
muitos foram os momentos em que deambulei pela fnac à procura. não sabia exactamente o que procurava, é certo. andaria pelo ano de 2002. sábado, numa busca absolutamente desinteressada, apenas movida pela curiosidade, peguei num cd...e o desfecho, o óbvio. nem queria acreditar...
não resisto a deixá-la por aqui (a minha versão é interpretada pelo Pedro Burmester).
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
deixo aqui um excerto de uma música do Pedro Barroso, revisitado no final de ano.
("agora nunca é tarde")
"…e se aquilo que nos dão todos os dias
não for coisa que se cheire
ou nos deslumbre
que pelo menos nunca abdiquemos de pensar
com direito à ironia, ao sonho, ao ser diferente
e será talvez uma forma inteligente
de afinal,
nunca
nunca
nunca ser tarde demais para viver
nunca ser tarde demais para perceber
nunca ser tarde demais para exigir
nunca ser tarde demais para acordar"
sábado, 27 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Era uma vez. Uma vez por ano. Na mais profunda noite.


nesta noite, todos os desejos de tudo de bom parecem fazer sentido. nada se deseja a... fica-se em companhia, aquela pouco conseguida, talvez, ao longo do ano e deseja-se com... assim seja.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Em jeito de propósito... ou não. Enquanto há natais que se preparam e outros que acontecem.
Maturidade: nem fulminações nem vozes. Só um precipitar inesperado, quer dizer: biológico: um ponto que deve ser tocado por todos os órgãos ao mesmo tempo para que a verdade se possa tornar natureza.
É como acordar uma manhã e saber uma língua nova. E os sinais, vistos e revistos, tornam-se palavras.
Maturidade é destrinçar continuamente do mundo, que de todos os lados solicita e pressiona (até mesmo e sobretudo o mundo da beleza); só o que é nosso desde as origens, «portanto por destino».
É uma contínua resposta ao Tentador no alto da montanha.»
domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Construção de uma BD culinária
ainda a manhã não tinha acabado e já muita informação tinha cruzado o céu dos meus pensamentos. a vontade era muito pouca.
a culinária é uma arte na qual não empreendo a totalidade das minhas energias, mas na qual me aventuro com frequência… é mais um acto criativo, que implica entrega, tempo, paciência e mais uns pós. à volta da criação, a entropia. e o caos. e continua a não apetecer.
depois das lamentações sem muro lá vim eu. comecei na minha tarefa necessária. ou melhor, absolutamente imprescindível. posso cair. desfalecer. ter fome ou sede. se não cuidar de mim, em primeira instância, ninguém o fará. deve ser isto a autonomia… e há dias em que não apetece nada ser autónomo.
continuei a desfiar as pontas deixadas soltas no céu e no momento em que dei início à árdua tarefa, várias foram as imagens que surgiram. esta é uma delas. inspiradora. afinal, ter de cozinhar, mesmo sem vontade, por vezes vale o esforço.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Metamorfoses de Outono
estou sentada e algo vai acontecendo a cada instante. sentada fico e aprecio esta lentidão veloz que me acompanha.
a luz trémula e pouco segura do outono, por vezes interrompida pela nuvem que passa...a noite que chega mais cedo e o tempo que urge.
o reflexo de todos os movimentos da rua na minha parede, no meu corpo. e esse tempo que urge.
o cabelo que cai porque é outono e os cabelos brancos que nascem porque é outono. ou porque me vou transformando lentamente. em outono.e o tempo que urge.
aqui. agora sentada na minha cadeira.
as decisões profundas e os projectos mais sérios são do frio e da montanha. do tempo que tem outros compassos. do tempo que tem tempos outros. hoje é um dia de desafio. é um dia para aprender sobre o tempo, sobre a urgência, sobre o amor.
é um dia para lembrar a humildade perante a vida. querer aprender com isso. e sorrir. porque tenho tido tempo...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Escuridão polvilhada de pontinhos. De luz.
ontem foi assim. melhor...ontem acabou assim e foi deste modo que o hoje teve início.
aqui fica mais um apontamento, bem modesto é certo, dos Sigur Rós, desta vez num concerto em Lisboa (Campo Pequeno).
o registo nem sempre foi este, calmo e intimista, as minhas favoritas ficaram por cantar à espera de uma próxima vez (...) o espaço não foi o melhor, mas valeu muito a pena...
para combater a «crise» ou pelo menos lidar com ela, nada como fazer uma pausa que traga uns minutos de verdadeira inspiração e encher-me do ar que preciso para prosseguir viagem... com tudo aquilo que faz parte do quotidiano (com relativa frequência cheio de coisinhas sem interesse e obstáculos burocráticos...).
aproveitemos.












