
um miminho que chegou por correio há algum tempo e sabe muito bem nesta época do ano...chá quente para quebrar os frios. os de fora e os outros. obrigada M.
estou sentada e algo vai acontecendo a cada instante. sentada fico e aprecio esta lentidão veloz que me acompanha.
a luz trémula e pouco segura do outono, por vezes interrompida pela nuvem que passa...a noite que chega mais cedo e o tempo que urge.
o reflexo de todos os movimentos da rua na minha parede, no meu corpo. e esse tempo que urge.
o cabelo que cai porque é outono e os cabelos brancos que nascem porque é outono. ou porque me vou transformando lentamente. em outono.e o tempo que urge.
aqui. agora sentada na minha cadeira.
as decisões profundas e os projectos mais sérios são do frio e da montanha. do tempo que tem outros compassos. do tempo que tem tempos outros. hoje é um dia de desafio. é um dia para aprender sobre o tempo, sobre a urgência, sobre o amor.
é um dia para lembrar a humildade perante a vida. querer aprender com isso. e sorrir. porque tenho tido tempo...
ontem foi assim. melhor...ontem acabou assim e foi deste modo que o hoje teve início.
aqui fica mais um apontamento, bem modesto é certo, dos Sigur Rós, desta vez num concerto em Lisboa (Campo Pequeno).
o registo nem sempre foi este, calmo e intimista, as minhas favoritas ficaram por cantar à espera de uma próxima vez (...) o espaço não foi o melhor, mas valeu muito a pena...
para combater a «crise» ou pelo menos lidar com ela, nada como fazer uma pausa que traga uns minutos de verdadeira inspiração e encher-me do ar que preciso para prosseguir viagem... com tudo aquilo que faz parte do quotidiano (com relativa frequência cheio de coisinhas sem interesse e obstáculos burocráticos...).
aproveitemos.





há uma semana foi assim...
deambulações entre o documentário e a ficção. pontas soltas. o cruzamento permanente de histórias pouco lineares. montanha. rio. interior. uma música pouco comum nestas andanças. as procissões. os afectos. vidas. a equipa de rodagem que entra no filme. a história das vidas. reais? ou nem por isso...
a ver.
neste final de Agosto. também querido.
Danças de casa #2
Nem de propósito...E acasos acontecem. (?)
Muito se tem falado de António Pinho Vargas, de composição, de música portuguesa, da internacionalização da mesma, ou apenas da sua impossibilidade...
Enfim. Questões que pouco acrescentam à coerência do trabalho fabuloso deste senhor. Pena foi não ter conseguido ir ao concerto.
À falta de de grandes voos ou de grandes asas, resta o cd SOLO...muito bom.
Danças de casa #1
Depois de alguns tempos. Depois de alguns silêncios. Depois de algumas ideias e emoções difíceis de agarrar. Como permaneço ainda hoje.
Com muitas danças e deambulações pelo caminho. Com dúvidas. Faz parte.
Partilhas e sem elas...Uma banda sonora em permanência. A magia de estar viva e ter permissão para ser. Apenas.
Está tudo cá. Anda tudo por aí. O difícil, por vezes, é mesmo ver. No acto simples de existir.