sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Juan Muñoz

(Imagem: fotografia «oficial» presente na comunicação da exposição)
ainda uma possibilidade. até 24 de fevereiro. a não perder. em serralves.
muitas são as histórias destes senhores. ouvem-se os ruídos sem som organizado. muitas conversas às quais não somos chamados. metáfora? os pés presos ao chão. o mundo preso ao corpo.
foi assim. um fim-de-semana sem máquina, mas com memória(s).
domingo, 18 de janeiro de 2009
BWV 659
foram assim os últimos dias. uma surpresa interessante. daqueles acasos absolutamente incompreensíveis...
era uma vez uma cassete que andava num carro de uma amiga. perdida. e fabulosa. estragou-se pelo desgaste de todas as vezes que serviu de companhia. pelas horas infinitas de acolhimento de sentimentos invernosos. primaveris.
muitos foram os momentos em que deambulei pela fnac à procura. não sabia exactamente o que procurava, é certo. andaria pelo ano de 2002. sábado, numa busca absolutamente desinteressada, apenas movida pela curiosidade, peguei num cd...e o desfecho, o óbvio. nem queria acreditar...
não resisto a deixá-la por aqui (a minha versão é interpretada pelo Pedro Burmester).
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
deixo aqui um excerto de uma música do Pedro Barroso, revisitado no final de ano.
("agora nunca é tarde")
"…e se aquilo que nos dão todos os dias
não for coisa que se cheire
ou nos deslumbre
que pelo menos nunca abdiquemos de pensar
com direito à ironia, ao sonho, ao ser diferente
e será talvez uma forma inteligente
de afinal,
nunca
nunca
nunca ser tarde demais para viver
nunca ser tarde demais para perceber
nunca ser tarde demais para exigir
nunca ser tarde demais para acordar"
sábado, 27 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Era uma vez. Uma vez por ano. Na mais profunda noite.


nesta noite, todos os desejos de tudo de bom parecem fazer sentido. nada se deseja a... fica-se em companhia, aquela pouco conseguida, talvez, ao longo do ano e deseja-se com... assim seja.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Em jeito de propósito... ou não. Enquanto há natais que se preparam e outros que acontecem.
Maturidade: nem fulminações nem vozes. Só um precipitar inesperado, quer dizer: biológico: um ponto que deve ser tocado por todos os órgãos ao mesmo tempo para que a verdade se possa tornar natureza.
É como acordar uma manhã e saber uma língua nova. E os sinais, vistos e revistos, tornam-se palavras.
Maturidade é destrinçar continuamente do mundo, que de todos os lados solicita e pressiona (até mesmo e sobretudo o mundo da beleza); só o que é nosso desde as origens, «portanto por destino».
É uma contínua resposta ao Tentador no alto da montanha.»
domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Construção de uma BD culinária
ainda a manhã não tinha acabado e já muita informação tinha cruzado o céu dos meus pensamentos. a vontade era muito pouca.
a culinária é uma arte na qual não empreendo a totalidade das minhas energias, mas na qual me aventuro com frequência… é mais um acto criativo, que implica entrega, tempo, paciência e mais uns pós. à volta da criação, a entropia. e o caos. e continua a não apetecer.
depois das lamentações sem muro lá vim eu. comecei na minha tarefa necessária. ou melhor, absolutamente imprescindível. posso cair. desfalecer. ter fome ou sede. se não cuidar de mim, em primeira instância, ninguém o fará. deve ser isto a autonomia… e há dias em que não apetece nada ser autónomo.
continuei a desfiar as pontas deixadas soltas no céu e no momento em que dei início à árdua tarefa, várias foram as imagens que surgiram. esta é uma delas. inspiradora. afinal, ter de cozinhar, mesmo sem vontade, por vezes vale o esforço.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Metamorfoses de Outono
estou sentada e algo vai acontecendo a cada instante. sentada fico e aprecio esta lentidão veloz que me acompanha.
a luz trémula e pouco segura do outono, por vezes interrompida pela nuvem que passa...a noite que chega mais cedo e o tempo que urge.
o reflexo de todos os movimentos da rua na minha parede, no meu corpo. e esse tempo que urge.
o cabelo que cai porque é outono e os cabelos brancos que nascem porque é outono. ou porque me vou transformando lentamente. em outono.e o tempo que urge.
aqui. agora sentada na minha cadeira.
as decisões profundas e os projectos mais sérios são do frio e da montanha. do tempo que tem outros compassos. do tempo que tem tempos outros. hoje é um dia de desafio. é um dia para aprender sobre o tempo, sobre a urgência, sobre o amor.
é um dia para lembrar a humildade perante a vida. querer aprender com isso. e sorrir. porque tenho tido tempo...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Escuridão polvilhada de pontinhos. De luz.
ontem foi assim. melhor...ontem acabou assim e foi deste modo que o hoje teve início.
aqui fica mais um apontamento, bem modesto é certo, dos Sigur Rós, desta vez num concerto em Lisboa (Campo Pequeno).
o registo nem sempre foi este, calmo e intimista, as minhas favoritas ficaram por cantar à espera de uma próxima vez (...) o espaço não foi o melhor, mas valeu muito a pena...
para combater a «crise» ou pelo menos lidar com ela, nada como fazer uma pausa que traga uns minutos de verdadeira inspiração e encher-me do ar que preciso para prosseguir viagem... com tudo aquilo que faz parte do quotidiano (com relativa frequência cheio de coisinhas sem interesse e obstáculos burocráticos...).
aproveitemos.
sábado, 8 de novembro de 2008
Cenas caseiras dos últimos tempos II
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Cenas caseiras dos últimos tempos I
domingo, 12 de outubro de 2008
há dias assim. e sensações destas!
dias de mudança. de fim. de princípio. de fim-de-semana. de chuva. de outono que se instala. de folhas amarelas. o que não interessa cai...
há histórias assim (também). algumas delas.
compro um livro, de bónus vem um cd sem quasquer indicações e a música é boa. entranhou-se ou foi-se entranhando.
li o livro. ouvi a música vezes sem conta.ilustrando este dia, hoje, é com música.há livros de inverno, ou pelo menos de outono. assim como as pessoas. os sentimentos. as memórias. as ligações.
deixo o apontamento de uma Barcelona revisitada. do vento. das sombras.
quem ainda não leu...aproveite. está na altura certa.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Presépio privado I, II, III, IV




domingo, 31 de agosto de 2008
Faço minhas estas palavras...

há uma semana foi assim...
deambulações entre o documentário e a ficção. pontas soltas. o cruzamento permanente de histórias pouco lineares. montanha. rio. interior. uma música pouco comum nestas andanças. as procissões. os afectos. vidas. a equipa de rodagem que entra no filme. a história das vidas. reais? ou nem por isso...
a ver.
neste final de Agosto. também querido.










