
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
da Rentrée. depois das férias. e muitos outros tempos.
Já lá vai tanto tempo… Outras actividades. Outras preocupações. Outras conversas. Os pensamentos. Os acontecimentos mais velozes que o teclar dos dedos. As emoções. O que ficou por dizer… perdeu a sua vez. Viver ou escrever? Viver, claro! Embora a escrita traga vida consigo, escolhi a primeira.
Os tempos de pousio. Entrelaçados com os tempos (e desperdícios) do «Livro das Caras». Novas apropriações. O desafio da tecnologia. As adaptações. As acomodações.
Na mochila ficou a colecção de sorrisos. Afectos. Conversas. Paisagens. Céus. Joguinhos de sudoku. Os jogos criativos da linguagem. As gargalhadas até à dor muscular. A vontade de regressos, melhor, de novas partidas.
Eis-me aqui. Outra cor. Outra arrumação. A imagem não é minha… mas poderia ser.
Bom trabalho para todos os que iniciam novas temporadas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
iniciativas da época...nos desafios da contemporaneidade.
em início da quaresma, um novo projecto dos Jesuítas. para quem quer. para quem precisa. ou apenas para disfrutar de uns minutos. de paz diária.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Revisitação. Dos dias assim.
porque hoje está frio. fora de casa. e dentro dela.
porque é Inverno. porque gosto do Inverno, pertenço-lhe.
está mesmo muito frio. sinto.
tenho uma montanha de coisas por fazer. por arrumar.
sou obrigada a olhar para os objectos esquecidos. para os CDs das músicas que consumia fervorosamente. esta era uma delas. há uns bons anos. até que o CD , de desgaste, ficou riscado. nunca mais arranjei outro. não foi necessário. dei lugar a novos.
esta música continua a ser de Inverno, ainda que a escute no pino do Verão.
continua a provocar a mesma viagem aos centros das coisas fundamentais.
e gosto destas viagens.
o tempo enlouqueceu. faz muito frio. gosto do aconchego que o Inverno me traz. porque há dias assim.
porque é Inverno. porque gosto do Inverno, pertenço-lhe.
está mesmo muito frio. sinto.
tenho uma montanha de coisas por fazer. por arrumar.
sou obrigada a olhar para os objectos esquecidos. para os CDs das músicas que consumia fervorosamente. esta era uma delas. há uns bons anos. até que o CD , de desgaste, ficou riscado. nunca mais arranjei outro. não foi necessário. dei lugar a novos.
esta música continua a ser de Inverno, ainda que a escute no pino do Verão.
continua a provocar a mesma viagem aos centros das coisas fundamentais.
e gosto destas viagens.
o tempo enlouqueceu. faz muito frio. gosto do aconchego que o Inverno me traz. porque há dias assim.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
em dia de S. Valentim...
sábado, 13 de fevereiro de 2010
il Signore (ti) ristora
uma música/frase que cruza os meus pensamentos com alguma frequência.
o início do encontro ibérico de Taizé a decorrer no Porto por estes dias.
a memória revisitada. fico com a minha condição de peregrina...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
pedaços de paraíso. retalhos de eternidade.
Hildegard von Bingen foi-me apresentada há uns anos, num ensaio de coro da faculdade.
o coro não foi muito longe... nunca chegámos a apresentar a peça que ainda hoje sei de cor. a meia dúzia de conversas, audições, ensaios e a admiração por esta mulher difícil de conhecer e descrever ficou.
há muito que não ficava horas perdidas a ouvir. ontem, hoje, não sei se pela intensidade dos dias, se pela densidade das conversas, se pelo cinza do céu... fiquei cheia de saudades.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
ideias mais ou menos poéticas. mais ou menos reais.


passar por casa.
ver a vida na sua natural simplicidade.
nos seus ciclos.
no dia certo que virá.
o tempo que pede tempo.
a planta que fura pacientemente a terra.
a tia que,com o sofrimento bem marcado na cara, olha no fundo dos meus olhos e diz:«minha filha cuida de ti».
o amor, a dor, a coragem...por vezes tão antagónicos. outras, tão cúmplices, parceiros de loucura.
a vida que é. apenas. sem pretensões. com toda a força e toda a beleza.
o sublime é isto, não é?
passar por casa. ficar em casa. trazer a casa comigo.
sou a própria casa.
estou sempre em casa. estou em paz.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
ainda a propósito. dos propósitos
há uns bons meses ouvi um texto simplesmente fabuloso.
atingiu-me. tocou-me com a fúria com que o granizo atinge o vidro em dias de temporal. o vidro não quebrou. ficou o desafio de uma paragem determinada e frequente.
os inícios de ano (civil) são um pontinho de paragem. na verdade, o que acontece depois, é estruturalmente continuidade. as mudanças são pequeninas e com algumas restrições... ainda assim, valem a pena os compromissos. as paragens. as inspirações.
depois de partilhado com alguns amigos oralmente, aqui fica o registo escrito.
"O nosso grande medo não é não termos maturidade para enfrentarmos as tarefas da vida.
O nosso grande medo é o de sermos imensamente ricos.
O que receamos é a nossa luz e não as nossas trevas.
Perguntamo-nos:«Quem sou eu para poder ser luminoso, irresistível, dotado e fantástico?»
E quem és tu para o não seres?
Quando te fazes pequeno não serves o mundo. Não tem nada a ver com a inspiração divina quando te atrofias, para que à tua volta os outros não se sintam inseguros. Quando deixamos a nossa luz interior brilhar, damos inconscientemente aos outros a autorização para fazerem o mesmo.
Ao libertarmo-nos dos nossos medos, permitimos que a nossa simples presença liberte os outros."
Discurso de Nelson Mandela, 1994
domingo, 17 de janeiro de 2010
dos propósitos.
ainda não escritos...há tempos pensados. agora.
simplificar. simplificar. simplificar.
LESS is more
simplificar. simplificar. simplificar.
LESS is more
domingo, 10 de janeiro de 2010
2010
PARA TODOS, O DESEJO DE UM ANO BOM.
VIVIDO TODOS OS DIAS. UM DIA DE CADA VEZ.
NA ESSÊNCIA DAS COISAS. SIMPLES.
VIVIDO TODOS OS DIAS. UM DIA DE CADA VEZ.
NA ESSÊNCIA DAS COISAS. SIMPLES.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
da inteireza
"Ontem conheci um homem inteiro. É uma experiência rara, mas sempre iluminadora e enobrecedora. Custa tanto ser uma pessoa inteira que muito poucos têm a luz, ou a coragem, de pagar o preço... Têm que se abandonar todas as seguranças, e correr o risco de viver corajosamente. Tem que se abraçar o mundo como um amante, e no entanto não exigir retorno. Tem que se aceitar a dor da existência. Tem que se reconhecer que a dúvida e a escuridão fazem parte do processo de conhecimento. É preciso uma vontade firme, sempre em desacomodação, mas, ao mesmo tempo, aberta a aceitar todas as consequências de viver e de morrer”
Morris West, “As sandálias do pescador"
ofereceram-me este texto há uns dias. tenho parado nele. não resisto a deixá-lo por aqui.
grande desafio para a época.
projecto de novo ano. de novos anos. novos dias. todas os dias. nova eu.
obrigda M.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
quando os sonhos podem ser reais...
uma paragem. um alerta. mudar qualquer coisa. começa em mim. sempre.
não espero muito de decisões políticas, que são acima de tudo burocráticas. económicas.
o exercício individual não muda mundos, mas oleia os motores...
as formas de estar não se decretam: trabalham-se, educam-se. experimentam-se as mudanças.
quem quer faz. quem não quer larga e espera que outros façam. quem quer faz. com decretos ou sem eles.
quem quer faz. pelo menos olhou-se para o assunto.
esperemos... façamos...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
tenho andado por aqui nos últimos tempos.

no meio de paragens, as permitidas, vou passando por aqui.
muito, mas muito devagar. para que possa ir saboreando.
se há livros que valem a pena ser degustados, este é definitivamente um deles.
não sei exactamente como tropecei neste lugar de inquietações. de abertura. de busca intensa. de silêncios. de ruídos. de imagens, por vezes, em espelho... de esperança. ainda bem.
bastam-me os diálogos permitidos.
ser do mundo sem lhe pertencer. que sensação maravilhosa. ponto.
sábado, 3 de outubro de 2009
o fim que se avizinha.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
ouvir. música. sempre. por perto.

"Pode uma forma ter som? Um som possuir forma, aludir uma imagem? Um gesto em desenho proporcionar em elemento audível correspondente? Uma sucessão de formas influenciarem consequentes notas, como música?
Cosmolodias é um projecto de fusão de música e design que nasceu da pertinência destas questões e que tem no seu discurso uma resposta, mesmo que soe improvável. O desenho pensado como música, a música incutida como desenho no intuito de obter uma música-gráfica coerente, ética e uníssona. (...) A leitura/audição de Cosmolodias vive separadamente mas não se propõe, potencialmente, a ser sentida de forma isolada."
Cosmolodias é um projecto de fusão de música e design que nasceu da pertinência destas questões e que tem no seu discurso uma resposta, mesmo que soe improvável. O desenho pensado como música, a música incutida como desenho no intuito de obter uma música-gráfica coerente, ética e uníssona. (...) A leitura/audição de Cosmolodias vive separadamente mas não se propõe, potencialmente, a ser sentida de forma isolada."
Dos autores Mário Laginha e João Borges. Uma proposta.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
il ritorno
depois dos regressos. mais regressos.
regressada de um ano árduo. regressada das férias. regressada de regressar.
regressos aparentemente graduais. sentidos em alta velociadade. com violência.
o ritmo alucinante que o corpo ainda não consegue acompanhar. um cansaço extremo.
já lá vai um mês de trabalho. novas aventuras. novos desafios.
respiro fundo. acordo cedo. vivo consciente. estou onde tenho de estar. respiro de novo.
de bem com a vida permaneço sempre em casa. em casa não há saudade.
inspiro. expiro. procuro a lentidão. aquela que me devolve. (À)VIDA.
sabe bem parar. pelo menos abrandar.
o blogue esteve nas brandas. não sei por onde seguirá.
é uma praça engraçada. se bem que, nunca achei particular piada ao esvaziamento citadino de um domingo à tarde...em que se espreita da janela, sem coragem para sair, tomar um café e dizer viva...
regressada de um ano árduo. regressada das férias. regressada de regressar.
regressos aparentemente graduais. sentidos em alta velociadade. com violência.
o ritmo alucinante que o corpo ainda não consegue acompanhar. um cansaço extremo.
já lá vai um mês de trabalho. novas aventuras. novos desafios.
respiro fundo. acordo cedo. vivo consciente. estou onde tenho de estar. respiro de novo.
de bem com a vida permaneço sempre em casa. em casa não há saudade.
inspiro. expiro. procuro a lentidão. aquela que me devolve. (À)VIDA.
sabe bem parar. pelo menos abrandar.
o blogue esteve nas brandas. não sei por onde seguirá.
é uma praça engraçada. se bem que, nunca achei particular piada ao esvaziamento citadino de um domingo à tarde...em que se espreita da janela, sem coragem para sair, tomar um café e dizer viva...
sábado, 1 de agosto de 2009
desafio de férias. a não perder de vista
para aqueles que foram e vieram. para os que ainda não foram, mas estão a pensar em ir. para aqueles que estão. e para os que não poderão estar.
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça
que os tempos de paragem tragam mais do que levam. e permitam os encontros necessários.
e já agora. boas paragens. onde quer que se situem.
NÃO TE PERCAS DE VISTA
“Já aprendi que as férias que valem a pena
são menos determinadas pelo calendário
do que pelo apelo da nossa vida interior.
Por isso peço Senhor, dá-nos essas férias!
Dá à nossa vida o gosto
dos pequenos prazeres
que a pressa nos rouba:
o perfume de certas viagens,
o afago das conversas que se prolongam,
a escuta e o dom,
o sentido extraordinário
que nas coisas mais simples surpreendemos.
Que às amizades não faltem praias largas
onde se reaprende a caminhar lado a lado.
Dá-nos onde quer que estejamos,
um pouco do mar ao fundo,
esse mar liso e livre dos dias de calmaria
porque ser amigo, tu sabes, é olhar
às vezes sem palavras, na mesma direcção.
Dá-nos a ver, Senhor, paisagens puras:
bosques verdes, desertos brancos
e corações imensos.
Ensina-nos que o tempo perdido a contemplar
é tão útil como o gasto a fazer
e o tempo que se perde a dar
é que nos faz realmente possuir.”
José Tolentino de Mendonça
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