sexta-feira, 10 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

da Rentrée. depois das férias. e muitos outros tempos.

Já lá vai tanto tempo… Outras actividades. Outras preocupações. Outras conversas. Os pensamentos. Os acontecimentos mais velozes que o teclar dos dedos. As emoções. O que ficou por dizer… perdeu a sua vez. Viver ou escrever? Viver, claro! Embora a escrita traga vida consigo, escolhi a primeira.

Os tempos de pousio. Entrelaçados com os tempos (e desperdícios) do «Livro das Caras». Novas apropriações. O desafio da tecnologia. As adaptações. As acomodações.

Na mochila ficou a colecção de sorrisos. Afectos. Conversas. Paisagens. Céus. Joguinhos de sudoku. Os jogos criativos da linguagem. As gargalhadas até à dor muscular. A vontade de regressos, melhor, de novas partidas.

Eis-me aqui. Outra cor. Outra arrumação. A imagem não é minha… mas poderia ser.
Bom trabalho para todos os que iniciam novas temporadas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

iniciativas da época...nos desafios da contemporaneidade.

em início da quaresma, um novo projecto dos Jesuítas. para quem quer. para quem precisa. ou apenas para disfrutar de uns minutos. de paz diária.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Revisitação. Dos dias assim.

porque hoje está frio. fora de casa. e dentro dela.
porque é Inverno. porque gosto do Inverno, pertenço-lhe.

está mesmo muito frio. sinto.

tenho uma montanha de coisas por fazer. por arrumar.

sou obrigada a olhar para os objectos esquecidos. para os CDs das músicas que consumia fervorosamente. esta era uma delas. há uns bons anos. até que o CD , de desgaste, ficou riscado. nunca mais arranjei outro. não foi necessário. dei lugar a novos.

esta música continua a ser de Inverno, ainda que a escute no pino do Verão.

continua a provocar a mesma viagem aos centros das coisas fundamentais.

e gosto destas viagens.

o tempo enlouqueceu. faz muito frio. gosto do aconchego que o Inverno me traz. porque há dias assim.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

em dia de S. Valentim...

uma lembrança. um filme fantástico. uma tarde bem passada.

que a vida nos toque onde deve. de forma mais ou menos convencional. até às entranhas... sem necessidade de uma última cena.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

il Signore (ti) ristora

uma música/frase que cruza os meus pensamentos com alguma frequência.

o início do encontro ibérico de Taizé a decorrer no Porto por estes dias.
a memória revisitada. fico com a minha condição de peregrina...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

há momentos assim.

em casa. fora dela. em mim.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

pedaços de paraíso. retalhos de eternidade.



Hildegard von Bingen foi-me apresentada há uns anos, num ensaio de coro da faculdade.

o coro não foi muito longe... nunca chegámos a apresentar a peça que ainda hoje sei de cor. a meia dúzia de conversas, audições, ensaios e a admiração por esta mulher difícil de conhecer e descrever ficou.

há muito que não ficava horas perdidas a ouvir. ontem, hoje, não sei se pela intensidade dos dias, se pela densidade das conversas, se pelo cinza do céu... fiquei cheia de saudades.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ideias mais ou menos poéticas. mais ou menos reais.




passar por casa.
ver a vida na sua natural simplicidade.
nos seus ciclos.
no dia certo que virá.

o tempo que pede tempo.
a planta que fura pacientemente a terra.

a tia que,com o sofrimento bem marcado na cara, olha no fundo dos meus olhos e diz:«minha filha cuida de ti».

o amor, a dor, a coragem...por vezes tão antagónicos. outras, tão cúmplices, parceiros de loucura.

a vida que é. apenas. sem pretensões. com toda a força e toda a beleza.

o sublime é isto, não é?


passar por casa. ficar em casa. trazer a casa comigo.

sou a própria casa.

estou sempre em casa. estou em paz.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ainda a propósito. dos propósitos

há uns bons meses ouvi um texto simplesmente fabuloso.
atingiu-me. tocou-me com a fúria com que o granizo atinge o vidro em dias de temporal. o vidro não quebrou. ficou o desafio de uma paragem determinada e frequente.
os inícios de ano (civil) são um pontinho de paragem. na verdade, o que acontece depois, é estruturalmente continuidade. as mudanças são pequeninas e com algumas restrições... ainda assim, valem a pena os compromissos. as paragens. as inspirações.
depois de partilhado com alguns amigos oralmente, aqui fica o registo escrito.


"O nosso grande medo não é não termos maturidade para enfrentarmos as tarefas da vida.
O nosso grande medo é o de sermos imensamente ricos.

O que receamos é a nossa luz e não as nossas trevas.

Perguntamo-nos:«Quem sou eu para poder ser luminoso, irresistível, dotado e fantástico?»
E quem és tu para o não seres?

Quando te fazes pequeno não serves o mundo. Não tem nada a ver com a inspiração divina quando te atrofias, para que à tua volta os outros não se sintam inseguros. Quando deixamos a nossa luz interior brilhar, damos inconscientemente aos outros a autorização para fazerem o mesmo.

Ao libertarmo-nos dos nossos medos, permitimos que a nossa simples presença liberte os outros."
Discurso de Nelson Mandela, 1994

domingo, 17 de janeiro de 2010

dos propósitos.

ainda não escritos...há tempos pensados. agora.
simplificar. simplificar. simplificar.


LESS is more

domingo, 10 de janeiro de 2010

2010

PARA TODOS, O DESEJO DE UM ANO BOM.
VIVIDO TODOS OS DIAS.
UM DIA DE CADA VEZ.

NA ESSÊNCIA DAS COISAS. SIMPLES.




(depois dos esquecimentos dos cabos, palavras-passe, das distâncias, do mal-estar, dos excessos...de volta à (a)normalidade do quotidiano. em pleno.)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

da inteireza


"Ontem conheci um homem inteiro. É uma experiência rara, mas sempre iluminadora e enobrecedora. Custa tanto ser uma pessoa inteira que muito poucos têm a luz, ou a coragem, de pagar o preço... Têm que se abandonar todas as seguranças, e correr o risco de viver corajosamente. Tem que se abraçar o mundo como um amante, e no entanto não exigir retorno. Tem que se aceitar a dor da existência. Tem que se reconhecer que a dúvida e a escuridão fazem parte do processo de conhecimento. É preciso uma vontade firme, sempre em desacomodação, mas, ao mesmo tempo, aberta a aceitar todas as consequências de viver e de morrer”
 

Morris West, “As sandálias do pescador"



ofereceram-me este texto há uns dias. tenho parado nele. não resisto a deixá-lo por aqui.
grande desafio para a época.
projecto de novo ano. de novos anos. novos dias. todas os dias. nova eu.
obrigda M.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

quando os sonhos podem ser reais...



uma paragem. um alerta. mudar qualquer coisa. começa em mim. sempre.

não espero muito de decisões políticas, que são acima de tudo burocráticas. económicas.
o exercício individual não muda mundos, mas oleia os motores...
as formas de estar não se decretam: trabalham-se, educam-se. experimentam-se as mudanças.

quem quer faz. quem não quer larga e espera que outros façam. quem quer faz. com decretos ou sem eles.

quem quer faz. pelo menos olhou-se para o assunto.

esperemos... façamos...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

tenho andado por aqui nos últimos tempos.



no meio de paragens, as permitidas, vou passando por aqui.
muito, mas muito devagar. para que possa ir saboreando.

se há livros que valem a pena ser degustados, este é definitivamente um deles.

não sei exactamente como tropecei neste lugar de inquietações. de abertura. de busca intensa. de silêncios. de ruídos. de imagens, por vezes, em espelho... de esperança. ainda bem.

bastam-me os diálogos permitidos.

ser do mundo sem lhe pertencer. que sensação maravilhosa. ponto.

sábado, 3 de outubro de 2009

o fim que se avizinha.



um fim-de-semana prolongado. metropolitano. mudança de planos. sem os amigos esperados.
um acordar tranquilo. a luz suave. a paz que me habita.
para lá dos contratempos. para lá das imperfeições. das estórias menos conseguidas.
para lá das ideias feitas. dos outros. minhas.

o outono que se vai instalando. na luz que quero guardar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ouvir. música. sempre. por perto.




"Pode uma forma ter som? Um som possuir forma, aludir uma imagem? Um gesto em desenho proporcionar em elemento audível correspondente? Uma sucessão de formas influenciarem consequentes notas, como música?

Cosmolodias é um projecto de fusão de música e design que nasceu da pertinência destas questões e que tem no seu discurso uma resposta, mesmo que soe improvável. O desenho pensado como música, a música incutida como desenho no intuito de obter uma música-gráfica coerente, ética e uníssona. (...) A leitura/audição de Cosmolodias vive separadamente mas não se propõe, potencialmente, a ser sentida de forma isolada."

Dos autores Mário Laginha e João Borges. Uma proposta.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

il ritorno

depois dos regressos. mais regressos.

regressada de um ano árduo. regressada das férias. regressada de regressar.

regressos aparentemente graduais. sentidos em alta velociadade. com violência.
o ritmo alucinante que o corpo ainda não consegue acompanhar. um cansaço extremo.

já lá vai um mês de trabalho. novas aventuras. novos desafios.

respiro fundo. acordo cedo. vivo consciente. estou onde tenho de estar. respiro de novo.
de bem com a vida permaneço sempre em casa. em casa não há saudade.

inspiro. expiro. procuro a lentidão. aquela que me devolve. (À)VIDA.

sabe bem parar. pelo menos abrandar.

o blogue esteve nas brandas. não sei por onde seguirá.
é uma praça engraçada. se bem que, nunca achei particular piada ao esvaziamento citadino de um domingo à tarde...em que se espreita da janela, sem coragem para sair, tomar um café e dizer viva...